D&D 3.5 digivolve para… Pathfinder RPG? oO

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Saudações goblinóides, pessoal.

Enquanto o Arnaldo tenta resolver uns problemas elétricos na casa, (vai demorar até ele descobrir que inverti a bipolaridade eletrostática do meu difusor de partículas quartziáticas) eu resolvi trazer aqui as últimas novidades RPGísticas que acabei de receber: hoje foi lançado o segundo livro básico do Pathfinder RPG, the Bestiary.

Antes de falar sobre o Pathfinder, vamos falar um pouquinho sobre o D&D e o recente D&D 4ª Edição. O Dungeons & Dragons (abreviado como D&D ou DnD) foi publicado primeiramente nos EUA em 1974, pela TSR, empresa fundada por Gary Gygax (falecido no ano passado), que criou o jogo ao lado de seu amigo, Dave Arneson (falecido em Abril deste ano). 3 anos depois do lançamento, o D&D foi dividido em 2 vertentes, uma mais simples que continuaria a ser chamada de D&D, e outra mais complexa com sistemas de regras mais robustos e completos que foi nomeada de AD&D (Advaced Dugeons & Dragons), e que teve sua 2ª edição lançada em 1989. Assim continuou até que, em 1997, a TSR foi comprada pela Wizards of the Coast (empresa criadora do jogo de cartas Magic: The Gathering, lançado em 1993). A Wizards por sua vez, em 1999, foi comprada pela gigante dos brinquedos Hasbro (criadora de jogos como Banco Imobiliário, e detentora de marcas como Pokemon e Transformers).

Em 2000, a versão mais simples de D&D foi descontinuada e o AD&D retornou ao seu nome de origem com o lançamento do D&D 3ª edição (ou D&D 3.0). Junto com esta edição, a WotC trouxe a OGL (Open Game License), permitindo que quaisquer outras editoras pudessem criar suplementos compatíveis com o jogo (claro que tem suas regras e restrições, mas não vou me entreter nisso). 3 anos depois, novas modificações vieram para o jogo com a chamada D&D versão 3.5 (ainda sob OGL), e, em 2006, o sistema era destacado como o mais conhecido e mais vendido RPG do mundo, com uma estimativa de 20 milhões de jogadores e mais de US$1bi na venda de livros e equipamentos relacionados.

Em Junho de 2008 foi lançada a 4ª edição de D&D, aguardada com bastante expectativa pelos fãs. Para a surpresa de praticamente todos, a nova versão não seria mais licenciada pela OGL, trazendo uma nova licença, muito mais restritiva (a D&D GSL – Game System License). Além disso o número de mudanças de regras no sistema foi enorme, fazendo com que jogadores veteranos tivessem que “desaprender” quase tudo do sistema antigo. Eu, particularmente gostei de muitas das melhorias, mas odiei outras, que fizeram com que cada jogador precise consultar o livro pra cada ação que ele vai tomar (a não ser que decore ou copie em umas folhas de papel). No geral, muitos jogadores de D&D se decepcionaram com a nova versão, e veem a nova licença como uma barreira para que a versão alcance o sucesso da versão anterior.

Mas enfim, onde é que entra o Pathfinder RPG? Entra exatamente nessa grande mudança do D&D 3.5 para D&D 4E. A editora Paizo, produtora de vários suplementos e material do D&D3.x, resolve transformar o seu cenário (Pathfinder) e transformá-lo em novos livros de regras, a partir do sistema do D&D3.5, fazendo as modificações que os jogadores queriam, criando o Pathfinder RPG. Para isso, todas as mudanças foram discutidas e testadas via fórum específico com diversos jogadores, e versões Beta foram disponibilizadas gratuitamente via download para que as mudanças fossem testadas pelos jogadores ao redor do mundo. E, em agosto desse ano foi lançada a versão final do Core Rulebook (algo como Livro de Regras Central) do Pathfinder RPG (e sob OGL). Também já foram lançados escudo do mestre, guia de transição do D&D3.5 para o Pathfinder RPG, além do (belíssimo) pôster abaixo.

Pôster -

Pôster Pathfinder RPG - 3.5 sobrevive 3.5 evolui

A grande novidade é que exatamente hoje, foi lançado o segundo livro do Pathfinder RPG, the Bestiary (o Bestiário), trazendo todas as informações monstros, animais e os diversos seres que povoam as aventuras dos jogadores. Novamente foram disponibilizados gratuitamente para download betas e previews antes do lançamento da versão final, cuja capa está aí em baixo (vou te contar… os goblins já eram feios, mas agora tão realmente asquerosos… gostei).

soltaram as feras

Pathfinder RPG Bestiary - soltaram as feras

Eu, como bom estudioso e inteirado das coisas, já me deliciei com os betas e previews dos dois livros. Posso dizer que o sistema d20 chegou em sua melhor forma com o Pathfinder RPG. Infelizmente, não há previsão ainda para tradução e lançamento do Pathfinder RPG aqui no Brasil. Mas de acordo com a D&D GSL, parece que a Devir estaria impedida de lançar outros materiais de regras do sistema D20 (já que ela já lançou a versão brasileira dos três livros de D&D4E). Uma das esperanças é o pessoal da Jambô, mas não há nada confirmado até o momento, e a produção dos novos livros básicos de Tormenta podem inviabilizar a vinda do Pathfinder. Abaixo um vídeo mostrando o Core Rulebook para vocês babarem na tela.

Como eu sou um goblinóide poliglota (único, talvez) não tenho problema nenhum com o anão arcaico inglês. Para quem também não liga muito para diferenças linguísticas, acesse o site da Paizo e confira as novidades. Para as novidades do sistema d20 em português, recomendo o blog dot20.

Beijo do goblin. (agora com conta própria no WordPress se não perceberam… só falta achar uma câmera que não queime para tirar uma foto minha)

PS.: o terceiro livro de regras de Pathfinder RPG, the GameMastery Guide (o Guia de Maestria de Jogo), deve ser lançado em fevereiro de 2010.

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